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Em entrevista à RICTV, Pereira cobra renúncia de Moraes e classifica sessão do STF como a mais perturbadora da história

Em entrevista à RICTV, o presidente da OAB Paraná, Luiz Fernando Pereira, classificou a sessão da última terça-feira (15/9) no Supremo Tribunal Federal como um marco negativo na história da Corte. “Hoje é o dia mais perturbador da história dos 135 anos do Supremo Republicano”, afirmou. A declaração foi dada após o Supremo encerrar a pauta sem concluir o julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Houve pedido de vista do ministro Flávio Dino, que agora tem até 90 dias para devolver o tema à pauta. Antes disso, uma questão de ordem apresentada para unificar a análise dos casos de Moraes e do ministro André Mendonça foi rejeitada por 4 votos a 3. A sessão foi marcada por troca de acusações e bate-boca entre ministros, além de indiretas entre os próprios magistrados. Para Pereira, a atuação de parte do colegiado, em conjunto com o próprio ministro investigado, tem como objetivo travar o julgamento. “Alguns ministros, juntos com o ministro acusado, que é o ministro Alexandre de Moraes, estão tentando impedir o julgamento”, disse. O presidente da OAB Paraná defendeu que, diante do que já foi revelado sobre o caso, a saída natural seria a renúncia do próprio Moraes. “O correto, diante do constrangimento que nós estamos vivendo, seria a renúncia do ministro Alexandre de Moraes diante de tudo que foi revelado”, declarou. Segundo ele, no entanto, o ministro resiste e conta com apoio de colegas. “Ele não renuncia, resiste e, infelizmente, tem o apoio de alguns colegas que querem jogar isso para baixo do tapete”, afirmou. Pereira também questionou a permanência do ministro na Corte diante das acusações que pesam contra ele. “Não existe poder judiciário, modelo de poder judiciário, que possa funcionar com um ministro lá atuando com as acusações que pesam contra o ministro Alexandre”, disse. A reportagem da RICTV destacou ainda que juristas paranaenses veem contradições em críticas feitas por ministros à condução do presidente do STF, Edson Fachin, magistrado radicado no Paraná. A matéria lembrou que a OAB Paraná foi a primeira seccional do país a pedir o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes e a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que participou da sessão de terça-feira (15/9). A entidade lamentou as cenas exibidas pela TV Justiça e reiterou a cobrança pela renúncia do ministro. Assista a reportagem da RICTV.
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